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Mais problemas à vista: Cruzeiro pode ter que pagar 330 milhões de reais a empresários. Entenda o caso

É como se todos os dias chegasse um problema, ou um boleto novo, para o time do Cruzeiro. Dessa vez o problema é bem grande. Isso porque o time recebeu um mandado de Lílian Bastos de Paula, juíza da 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, onde exige que o time pague 330 milhões de reais para um grupo de empresários que trabalharam com o zagueiro Dedé em sua rescisão de contrato com o Clube no ano passado.

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O texto diz que o clube deve pagar o valor citado no prazo de 15 dias, além de ter que pagar também os honorários dos advogados dos empresários, ordenando ao clube também que pague apenas 30% do valor junto com os honorários dos advogados, e assim o restante poderia ser pago em 6 parcelas mensais que teriam ainda correção monetária e juros.

O valor pode parecer assustador ao torcedor, principalmente pelo momento que o clube vive. O valor obviamente seria muito alto para qualquer clube brasileiro, e o clube já até se posicionou sobre a situação.

A Raposa vai usar como solução embargos, que vão evitar o pagamento no prazo citado antes. O clube disse oficialmente que irá aguardar, e que essa situação toda faz parte do esperado em um processo do tipo.

O clube também informa que sua defesa está pronta, e que em hipótese alguma, o clube irá pagar o valor citado no processo.

A cobrança desse valor monstruoso vem do grupo D.I.S e também da GT Sports, juntamente com Marcos Vinicius Secundino e Giscard Salton, ambos empresários que fizeram parte da aquisição dos direitos econômicos do jogador Dedé, em 2013, quando ele chegou à toca da Raposa. No entanto, é importante dizer que nem o jogador e nem seus representantes atuais têm qualquer tipo de ligação com o processo.

Dedé chegou ao Cruzeiro em 2013 com o acordo de que 97% de seus direitos econômicos ficariam sob poder do grupo D.I.S, e que o restante iria ser do clube Villa Rio, sendo que terceiros poderiam ter participação também nos direitos do atleta. Ele custou 7,758 milhões ao Cruzeiro.

Não muito tempo depois, algumas mudanças nos direitos econômicos do jogador aconteceram. De forma que 51,91% dos fundos de investimento DIS, 6,5% ficariam para o GT Sports que também está envolvido no processo, e 30,5% seria do empresário Marcos Vinicius Sanchez Secundino e 11,09% do outro empresário Giscard Salton. Esse último repassou sua parte diretamente para a EAS Agência de Atletas Ltda, empresa da qual é sócio.

Durante essa negociação toda, também foi combinado que caso o contrato do jogador fosse rescindido de forma unilateral, ou caso o jogador tivesse uma rescisão indireta do vínculo na Justiça, a equipe do cruzeiro teria que pagar o valor que exato da cláusula indenizatória desportiva, que no caso do jogador, ficaria no valor de 330 milhões de reais.