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Fantasma do rebaixamento gera protesto violento por parte da torcida do Grêmio

Talvez nem o mais pessimista dos torcedores gremistas poderia prever como a equipe estaria nesse momento do ano. Com muitas derrotas e a permanência na zona do rebaixamento já a muitas rodadas, o time está marcado por um clima pesado, que vem piorando com a tensão que hoje existe em todos os setores do clube.

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Tudo isso culminou no protesto violento que aconteceu no CT Luiz Carvalho na tarde desta quarta-feira 01/9, feito por torcedores revoltados com a realidade do clube. Durante o ocorrido, o ônibus dos jogadores chegou a ser apedrejado.

Após retornar de três dias de folga, Rafinha comentou o ocorrido, dizendo que a única forma de acalmar os ânimos dos torcedores é com uma resposta em campo, e que por isso não há nada para ser dito a respeito. Ele comentou ainda que dentro de um clube grande como o Grêmio a cobrança é algo natural com o qual eles tem que saber lidar.

O jogador disse ainda que tem confiança que eles possam reverter essa situação graças a dedicação dos jogadores e pela falta de “vagabundos” no time. Ele afirmou que todos os jogadores estão com o mesmo pensamento e todos em sintonia com a comissão do Grêmio, e que eles tem todo o segundo turno para pontuar.

O protesto contou com 150 torcedores do Imortal que ocuparam a Rua João Moreira Maciel, que esperavam pelo ônibus dos jogadores portando faixas de protesto. O clima acabou ficando pesado internamente também, uma vez que as pessoas do clube entendem que a confusão poderia ter ficado ainda maior e que tudo poderia ter tomado uma proporção ainda mais perigosa do que o fato ocorrido.

Vários funcionários disseram ter ouvido os barulhos das pedras acertando as telas de cimento do prédio do centro de treinamento, e outros disseram que algumas das pedras arremessadas por pouco não atingiram pessoas que trabalham na parte interna do CT.

O que impediu que os torcedores invadissem o local, foi a presença da polícia, que estava dentro do estacionamento. Mesmo assim alguns veículos foram danificados, assim como o ônibus do clube, algumas placas solares e também uma caixa d’água.

Ao que tudo indica, 4 pessoas foram presas pelos atos, ao menos foi o que Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, disse em uma entrevista concedida a uma rádio local.

O Grêmio reagiu à situação repudiando o ato de forma pública. O clube soltou uma nota se posicionando contra o ocorrido, além de ter aberto os microfones para que o lateral Rafinha, um dos mais experientes do clube, também comentasse sobre o ocorrido. Além disso, o presidente do clube disse que fará de tudo para que nenhum dos envolvidos voltem a ter relações com o Grêmio ou mesmo tenha permissão para ver os jogos no estádio.

Vale lembrar também que o Grêmio agora terá 10 dias para se preparar para seu próximo desafio, que será contra a equipe do Ceará, na Arena Grêmio. Até lá o time terá que se esforçar para chegar com a cabeça no lugar no jogo.