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Verdades sobre a seleção brasileira de 2018 difíceis de aceitar

Continuando nossa saga de trazer algumas verdades sobre a nossa seleção através das Copas, é hora de falarmos da Copa mais recente de todas, a de 2018.

Uma Copa que mostrou para o planeta que o futebol mudou, e que as seleções dadas como imbatíveis não eram assim tão imbatíveis, e que algumas seleções de menor expressão e desacreditadas poderiam ir longe, mostrando uma nova geração de grandes jogadores.

Então falando da seleção canarinho nesta Copa, separamos aqui algumas verdades sobre a seleção da copa de 2018 difíceis de aceitar.

Neymar-dependência

É difícil acreditar que uma seleção tão grande e tão vitoriosa, e com nomes tão grandes do futebol atual seja tão dependente de um homem só, mas infelizmente ela se mostrou assim na Copa passada, fato que vem mudando na realidade atual, com muitos nomes de peso que estão em evidência dentro das quatro linhas.

Praticamente todas as bolas ofensivas precisavam passar pelo atacante, que era procurado a todo momento, fazendo com que ele ficasse sobrecarregado e diminuindo a efetividade do ataque brasileiro.

Coutinho não foi o jogador que se esperava

O único jogador que tinha expectativas da torcida tão alta quanto a de Neymar foi Coutinho. O jogador foi dado por muitos, como a estrela que iria explodir nessa Copa, a exemplo de James Rodríguez no passado.

Philippe Coutinho-seleção 2018 – foto: divulgação CBF

Alguns até acharam que o jogador acabaria ofuscando Neymar, se tornando um novo protagonista para a seleção, que dividiria as atenções no ataque, diminuindo um pouco a pressão em cima do garoto, permitindo um jogo menos sobrecarregado.

Coutinho não fez uma Copa ruim, mas ficou longe de conseguir ser a estrela que se esperava, frustrando muitos torcedores e dando uma dica de como os próximos anos de sua carreira seriam difíceis.

Marcelo não funcionou

Marcelo é, de forma debatível, o melhor lateral da história, e indiscutivelmente o mais habilidoso. Sua carreira no Real Madrid deixa isso muito claro. Porém, pela seleção o lateral nunca teve o mesmo brilho.

Nem na Copa de 2014 e nem sob o comando de Tite. Marcelo não foi o grande criador de jogadas pelo qual é conhecido, e nas duas oportunidades isso fez muita falta. O jogador sempre serviu como garçom de Cristiano Ronaldo no tempo em que jogava no mesmo time, e era isso que se esperava dele com a  camisa da seleção.

O melhor jogo da seleção naquela Copa, foi justamente contra a Bélgica

Brasil 1×2 Bélgica – Eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018 – foto: reprodução/internet

Essa é tão difícil de aceitar quanto se é de entender, mas a verdade é que o melhor jogo da seleção naquela Copa, foi justamente o jogo em que eliminou a seleção da competição.

A seleção vinha fazendo diversos placares magros, com atuações que deixavam os torcedores preocupados, sem desempenhar um grande jogo.

Porém contra Bélgica, mesmo com dois gols fáticos, um que contou com o azar e outro que contou com a força de Lukaku e a precisão de De Bruyne, a seleção jogou bem, criou bem mais e pressionou até o fim, com a Bélgica tendo que depender do heroísmo de Courtois até o fim para não ceder o empate.