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Porque Paulinho está mudando o Corinthians ofensivamente?

Quando pensamos em um time ofensivo, pensamos em atacantes, pontas, meias atacantes, alas, todo tipo de jogador que joga perto da meia lua da área. E acabamos esquecendo que todo tipo de jogador pode ser ofensivo à sua própria maneira, tudo dependendo do estilo de jogo.

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Lúcio e David Luiz sempre foram zagueiros ofensivos, por exemplo, o que é claro já gerou problemas, mas também já gerou muitos frutos. Mas o ponto é que se nós colocarmos na cabeça que só jogadores de frente podem ser ofensivos, acabamos esquecendo de jogadores como Paulinho, recém retornado ao Corinthians, que embora seja um volante, tem faro de gol de atacante. Mas vamos falar um pouco sobre isso.

Segundo volante?

Tecnicamente, a posição de Paulinho é segundo volante, posição que sempre associamos a um jogador que tem uma qualidade de passe alta e tende a distribuir o jogo. É o jogador que deve fazer a bola chegar redonda para os jogadores de meio para frente, mas não no caso de Paulinho.

Não é como se o jogador não tivesse nenhuma afinidade com a bola, mas o seu futebol tende mais a ter tabelas rápidas, e uma palavra que se ouve a todo momento enquanto ele está dentro de campo, a palavra “infiltração”.

Isso quer dizer que o jogador tem como característica entrar na área adversária como um elemento surpresa, pegando a defesa desprevenida, que dificilmente vai ter algum jogador atento a um novo adversário adentrar a área como se fosse um atacante.

Poder de finalização.

E entrar na área como um atacante é justamente outro detalhe que muda Paulinho de um segundo volante comum. Vamos pegar alguns segundos volantes do nosso futebol para comparar, como por exemplo Andreas Pereira do Flamengo

Não existe dúvida alguma de que ele tem um grande poder de finalização, mas seu poder de finalização é mais para o estilo de um meia, alguém que pode bater uma falta, arriscar um chute de fora da área.

No caso de Paulinho, o jogador tem o poder de finalização mais parecido com o de um centroavante, o chute de dentro da área, o poder de finalização cara a cara, e o cabeceio, o que inclusive levou o Corinthians ao título da Libertadores.

Influência no resto do time.

Dito isso tudo, a única forma de fazer um meia de infiltração funcionar, é se o time jogar de uma forma que permita ele adentrar na área e ser acionado, o que automaticamente torna o Corinthians mais agressivo.

O time não sentia essa obrigação de atacar antes do meia chegar, o que fazia o time ficar tocando a bola, tendo menos criatividade. Com essa válvula de escape, agora o time se vê na obrigação de atacar mais, e moldar o time para que esse tipo de jogo possa acontecer.

Ainda que Paulinho não seja o principal jogador do Corinthians nessa nova fase, ele certamente tem sido o jogador que tem empurrado o Timão rumo a área adversária.