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O que houve com Gabriel? Jogador foi de queridinho a símbolo de defesa ruim no Corinthians

O Corinthians é um dos times onde quem está em campo deve estar em sintonia com a torcida, do contrário é muito difícil que as coisas aconteçam da forma correta. A prova disso são grandes jogadores que já passaram pelo time, mas como a torcida não ia com a cara, a passagem foi curta.

Um bom exemplo disso é Edmundo, que teve uma passagem boa, com muitos gols, mas por seu histórico com o Palmeiras nunca foi realmente abraçado pela Fiel, o que fez a sua passagem não durar tanto quanto se esperava.

Conseguir essa identificação com a Fiel não é fácil, e mesmo depois de realizar atuações promissoras, podem levar tudo por água abaixo, como o volante Gabriel do Corinthians vem mostrando.

O jogador, assim como Edmundo, teve uma passagem pelo Palmeiras, no entanto, o atleta teve uma saída conturbada de lá, e quando foi abraçado pelo Corinthians acabou sendo parte de um casamento que parecia perfeito.

No início tudo são rosas. Típico do futebol!

Naquele momento, o bom futebol do jovem jogador se juntou a personalidade que parecia muito próxima do que a torcida mais entende. Gabriel se mostrou alguém com a cara do Corinthians, na raça, na personalidade, no comportamento em campo, um estilo de ser e de jogar tão próximo do que o Corinthians é, que fez com que todos praticamente esquecessem que ele um dia já jogou pelo Palmeiras.

A “cara de Corinthians” e o bom futebol fizeram com que Gabriel fosse titular incontestável por muito tempo, sendo inclusive comparado a Ralf, um dos maiores primeiro volantes que o Timão já teve, principalmente por seu primor na defesa.

No entanto, atualmente Gabriel vive em queda. Seu futebol, sobretudo a parte defensiva que o consolidou ali, vem decaindo cada vez mais, a ponto de que o time mesmo sem um volante de marcação de ofício consegue sofrer menos gols.

O estilo de jogar acentua pontos que não favorecem, nem jogador e  nem time

A prova disso é que com Cantilo jogando, o Corinthians sofre menos gols, não porque o Colombiano é mais marcador, na verdade seu estilo de jogo é mais armador, mas porque o time sofre menos na defesa por conseguir sair melhor e se manter mais com a posse dela.

Antes a escolha entre Cantillo e Gabriel era praticamente uma escolha entre ter uma boa saída de bola ou ter uma marcação melhor, e hoje o Corinthians consegue os dois com o Colombiano e nenhum dos dois com Gabriel.

Essa queda técnica se tornou também uma queda de relacionamento com a torcida, que já pede a saída do jogador do time titular a um bom tempo, e isso ficou e ainda vai ficar mais forte por conta da derrota contra o Flamengo na noite de ontem, onde o jogador sofreu para segurar o time misto do Fla.

Com destaque é claro para a caneta sofrida por Rodinei que originou o gol do rubro negro no final.

Hoje, tão em baixa com o futebol e com a torcida, é difícil imaginar qual deverá ser o destino de Gabriel, mas é curioso observar a queda de um jogador que antes foi um dos maiores representantes da torcida em campo.