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O problema nas finanças cariocas! O Botafogo é nova vítima de execuções na justiça.

Clubes irão recorrer da decisão na justiça

A exemplo de seu rival de estado e parceiro de série B Vasco, o Botafogo tem um novo problema envolvendo dinheiro e a lei vindo no horizonte. Acontece que o clube também está sendo alvo de uma exclusão de um Ato Trabalhista em maio de 2021.

O mesmo ocorreu com o Vasco durante a semana, quando a Justiça do Trabalho determinou a execução de dívidas trabalhistas, e agora o Botafogo parece ser o novo alvo a sofrer com o problema.

Leia: Justiça decide executar 93,5 milhões de reais em dívidas do Vasco. Clube alega que a decisão pode encerrar de vez suas atividades

Por enquanto nenhum valor oficial foi divulgado, no entanto, acredita-se que o valor final não fique muito longe dos 93,5 milhões de reais que o Vasco teoricamente terá que pagar. O clube por sua vez, irá recorrer da decisão na justiça.

A decisão foi tomada e publicada por Theocrito Borges dos Santos Filhos, que vem a ser desembargador no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. E a exemplo do Vasco, o Botafogo também irá recorrer da decisão.

Vale lembrar que o Botafogo foi excluído do Ato Trabalhista no meio do ano, por conta de uma decisão de um outro desembargador membro do Tribunal Regional do Trabalho da 1º Região.

Essa exclusão fez com que quase 100 milhões em dívidas não pudessem ser pagas, gerando oportunidades de processos. E foi exatamente isso que essa decisão resultou para o Fogão.

A exclusão do Ato Trabalhista aconteceu após a equipe do Botafogo ter atrasado algumas das parcelas entre o fim de 2020 e início de 2021, onde na mesma época também não pagou algumas.

O ato em questão iria até o ano de 2024, sendo que o clube teria que pagar parcelas mensais de cerca 1,8 milhão.

O Botafogo conseguiu adiar algumas das parcelas por conta da crise que vivemos por causa do CV-19, onde os clubes de futebol tiveram suas receitas duramente afetadas por conta da falta de jogadores nos estádios.

As parcelas adiadas foram as de abril, maio, junho e julho referentes ao ano passado. Em dezembro a autorização acabou revogada, o que fez com que o Botafogo tivesse que correr desesperadamente atrás de recursos para se manter em dia.

Até que no dia primeiro de março, a Justiça do Trabalho diminuiu para três anos o prazo que o clube tinha para quitar suas dívidas, o que antes era um prazo de 4 anos. A justificativa para tal ato foi a mudança da legislação, que segundo a Justiça não permitia mais que o molde atual continuasse. No acordo feito no ano de 2014, o clube teve um direito que tinha sido adquirido agora violado, e essa visão não foi aceita no tribunal.

A situação financeira é muito preocupante, principalmente com as consequências que essa situação pode trazer ao clube. A exclusão do programa traz sérios riscos ao Botafogo, e agora mais que nunca o risco de penhoras acontecerem é real.

No atual momento, tudo o que o torcedor do Botafogo pode fazer é torcer para que isso não vá para frente.