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Corinthians tem audiência milionária na Justiça envolvendo Jô e clube do Japão

Jô e Corinthians estão juntos em uma batalha judicial contra a equipe do Nagoya Grampus, time do futebol Japonês que Jô defendeu durante duas temporadas, e que hoje tem rusgas jurídicas com o atleta.

A história é que quando Jô chegou ao Corinthians, o jogador ainda teria um vínculo com o Nagoya. O clube diz que o jogador abandonou seu emprego, e como resposta eles teriam suspendido seu pagamento e entrado com uma ação indenizatória na Fifa, querendo receber uma indenização por conta das ações do jogador.

Os problemas sérios entre o jogador e o clube tiveram início em fevereiro do ano passado, mês em que Jô lesionou seu joelho esquerdo.

Em entrevista, seu advogado relatou que o jogador que embora o treinador tenha exigido que o jô permanecesse no Japão enquanto o clube estaria fora fazendo a pré temporada, os médicos do clube acabaram viajando junto com o elenco, deixando o atacante brasileiro sem profissionais para tratá-lo, e por isso o jogador decidiu que voltaria para o Brasil para poder ter um tratamento melhor, fazendo fisioterapia no CT do Flamengo, tirando dinheiro do próprio bolso para isso.

O tratamento no Brasil durou apenas algumas semanas e então o jogador retornou ao Japão com Claudia, sua esposa, e acabou não sendo relacionado para as primeiras partidas da temporada do clube, e pouco tempo depois o futebol no país teve que ser paralisado por conta da pandemia.

Com a pandemia viria o fechamento de fronteiras, e o jogador sabia disso, e poderia ficar longe de sua família por tempo indeterminado.

– Ele deixou os filhos no Brasil com os avós. Só que começou um “zum-zum-zum” de que os estrangeiros não poderiam sair do Japão. Quando falaram que seria fechada a fronteira, o Jô disse: “Eu preciso voltar”. Isso foi em abril. Então, eles voltaram ao Rio de Janeiro – disse o advogado de Jô.

O jogador retornou ao Brasil contra a vontade do clube, e pouco tempo depois foi avisado de que seu salário seria suspenso.

Jô ainda tentou explicar seus motivos para o retorno ao país, porém o time não quis saber.

– Ele tinha que receber entre o final de abril e o começo de maio um bônus de 1 milhão de dólares, previsto em contrato. O que acontece é que, quando ele fala para o tradutor, numa quinta à noite, que voltaria ao Japão na segunda-feira, os diretores mandam uma notificação para o Jô no dia 2 de maio falando que o contrato estava rescindido. Se ele voltasse para o Japão, o Nagoya teria que pagar os salários e essas luvas de 1 milhão de dólares – revelou o Advogado.

Agora time e jogador, junto do Corinthians, vão para a justiça já pela segunda instância, onde o Nagoya quer receber 20 milhões, com audiência marcada para o dia 29 e 30 do mês que vem na Corte Arbitral do Esporte, o CAS, na Suíça.

Vale lembrar ainda, que o Nagoya venceu em primeira instância, e agora o jogador e o Timão recorrem.


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