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Caso Bruninho: como o futebol falhou de forma irreparável com criança?

O mundo do futebol se chocou com mais uma vez! O mundo da bola brasileiro passando de todos os limites imagináveis e inimagináveis do ridículo. E olha que aqui no Brasil somos bons nisso, em jogar bombas caseiras em CT de treinamento, colocar fogo em carro de jogadores, cercar jogadores e seus familiares para “cobrar” algo.

A lista de atrocidades cometidas no Brasil “em nome do futebol” são muitas, mas mesmo assim um novo recorde foi quebrado durante essa semana.

Para quem não acompanhou o caso, Bruninho, uma criança que torce para o Santos, estava no estádio para assistir o clássico contra o Palmeiras. O garoto pediu a camisa de Jailson, goleiro reserva do Palmeiras do qual é fã, e gostaria de adicioná-la a sua coleção.

O goleiro prontamente atendeu o pedido, e presenteou o garoto com a camisa de treino. E foi então que alguns criminosos, e é assim que devemos chamá-los, não torcedores do Santos. hostilizaram o garoto e tentaram tomar a camisa, alegando que um torcedor do Santos não poderia pegar a camisa de um rival.

No dia seguinte, o garoto fez um vídeo se desculpando em suas redes sociais, seguido da frase “não precisa me xingar, eu devolvo a camisa”.

Uma criança sendo coagida por adultos a fazer algo por medo de violência. Isso em qualquer contexto do mundo seria um crime, mas aqui somos levados a acreditar que, de alguma forma, isso é amor por um time.

Que isso de alguma forma representa torcedores apaixonados defendendo a honra de seu clube do coração. Uma máscara de ódio, algo muito comum no Brasil também, que é usada por pessoas só precisam de uma pequena desculpa para colocarem para fora seus monstros, não se limitando a briga de torcida ou a hostilizar jogadores rivais.

Hoje é muito provável que Bruninho ame muito menos o futebol do que amava, e existem chances reais de que nunca mais o ame do mesmo jeito. Uma paixão que pode dar lugar a um trauma.

Naquele momento de terror, onde homens adultos foram para cima de uma criança por um pedaço de pano, o futebol falhou. Falhou perdendo tudo o que tem de melhor, falhou em realizar sonhos, trazer alegria, emocionar e entender.

Um esporte que muda vidas, que salva vidas, que dá a chance de famílias inteiras saírem de situações precárias e verem seus garotos e garotas conquistarem o mundo através de uma paixão, acabou mostrando a Bruninho apenas o que existe de pior nesse ramo.

Hoje o futebol falhou com uma criança, e não há nada que possa ser feito para ser consertado. O máximo que podemos fazer é esperar para que o mundo siga mudando para melhor, porque ele está, mas infelizmente o mal ainda ecoa mais alto de tempos em tempos.

Tudo o que podemos fazer é torcer para que Bruninho não perca o amor pelo esporte, que siga com sua coleção de camisas, e que nenhuma outra criança tenha que passar pelo o que ele passou.


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